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y Terry é o seu nome completo. Muitos dos que me leem agora podem estranhar e até não conhecê-la pelo nome, mas a sua voz, (aaaahhhh a sua voz) com certeza conhecem e muito bem! Esta artista brilhante e premiada iniciou sua carreira no e nele se consagrou, atuou também em TV e cinema.

Dona de uma das vozes mais marcantes e poderosas da brasileira, a foi a escolhida por mim para uma aos dubladores, comemorado no dia 29 de junho e celebrado por nós da equipe do durante uma semana inteirinha. Tá curioso para saber mais? Vamos nessa!

Logo quando o Ygor sugeriu à equipe essa pauta, eu fiquei muuuuuuuuuito empolgada (Tá certo, eu me empolgo com tudo que se relaciona ao nosso trabalho por aqui! =D) e daí ansiosa e bem dramática do jeito que sou (hahaha), comecei a sofrer com essa ideia e pensei: Cara, quem eu vou escolher?! São tantos os dubladores e dubladoras que amo e carrego suas vozes comigo nas minhas melhores lembranças, puxa vida, quero falar de todos! Mas tá bom, tá bom, escolherei um.

1980 – no ano de sua estréia em novelas pela Rede Globo.

Não, na verdade uma! Uma potência artística feminina, de voz forte, precisa no sincronismo, correta na interpretação e cheia de vida e emoção em suas atuações. Foi assim que decidi homenageá-la!

Nascida na cidade de Petrópolis, região serrana do Estado do Rio de Janeiro, na data de 13 de janeiro de 1945, Maria Helena Pader, hoje com 75 anos de idade, formou-se em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e exerceu a profissão por seis anos em um cartório. Até que um dia, decidiu trocar de profissão e lá foi ela seguindo seu coração.

Resolveu que era a hora de deixar a de lado e investir em seu sonho, migrando para a Cidade Maravilhosa (RJ) em busca dele. E qual não era este sonho? Você já imagina? Sim, cursar e se tornar uma profissional! (“Para noooossa alegriiiiiaa!” Hehehe). E ela conseguiu!

A jornada pelo encantador mundo das artes cênicas acontece no ano de 1971, quando aos 26 anos Maria Helena Pader estreia no ao lado de na peça: O Marido Vai à Caça. Incentivada pelo amigo, cursa Arte Dramática e se profissionaliza no ano de 1973 sob a direção dele na peça: Os Efeitos dos Raios Gama nas Margaridas do Campo. Em 1976 novamente dirigida por Sérgio Britto atua em: Os Filhos de Kennedy, peça de enorme sucesso entre crítica e público. Dando prosseguimento a sua carreira nos palcos atuou em muitas outras peças e, destaco aqui algumas delas: É (1977), Réquiem (1978), A Rosa Tatuada (1985) e A Casa de Bernarda Alba (1986).

1973 – Maria Helena Pader e Eva Todor contracenando na peça O efeito dos Raios Gama nas Margaridas do Campo

Após iniciada sua jornada pelo teatro, chega a vez de se aventurar na TV e do telespectador se encantar pelo talento dessa . Sua estreia ocorre no ano de 1979 na Aplauso da Rede Globo, no ano seguinte 1980, na mesma emissora, faz sua primeira , Água Viva e logo depois participa de outros projetos ainda na telinha do “plim-plim”, alguns deles: Baila Comigo (1981), Sol de Verão (1982-1983), Corpo a Corpo (1984-1985), Deus nos Acuda (1992-1993), Rei do Gado (1996-1997),Cinquentinha (2009), Lara com Z (2011), As Brasileiras (2012). No cinema trabalhou em: Chico Xavier (2010) e Mulheres no Poder (2016).

1976- Elenco da peça_ Os Filhos de Kennedy. Da esquerda para a direita_ Vanda Lacerda, Otávio Augusto, Susana Vieira, José Wilker e Maria Helena Pader

Agora, como o melhor sempre deixamos para o final, irei apresentar a você alguns dos trabalhos em que a nossa querida homenageada do dia realizou e é o motivo principal da escrita desse texto. Até porque, para muitos ela foi apresentada como e é mais reconhecida nas ruas por causa da sua voz e não tanto por sua imagem. Embora saibamos que sua estrela brilhou muito antes nos palcos e em seguida na TV, dando um rosto a esses artistas tão anônimos que são os dubladores.

Bom, estão preparados?

1991-1994 – contou com as vozes de_ Maria Helena Pader (Fran), Baby (Marisa Leal), José Santa Cruz (Dino), José Leonardo (Bob), Miriam Ficher (Charlene), Glória

Maria Helena Pader foi uma das grandes dubladoras que trabalhou na gloriosa empresa de Herbert Richers, tendo dublado muita coisa por lá que amamos ver e rever até hoje. Claro que também dublou em outros estúdios, como a Delart por exemplo. Dos trabalhos mais marcantes de sua carreira na destaco, de cara, duas personagens icônicas: a Fran em (1991-1994) e a Sarabi em (1994). O primeiro produto citado foi um estrondoso sucesso de audiência na TV entre a família toda e o segundo um fenômeno de bilheteria à época que encanta a todos até hoje com uma dublagem impecável e premiada! 

1994 – Walt Disney Pictures agradecendo o público e os profissionais que contribuíram para o sucesso da animação no Brasil.

Aí, temos mais alguns: Guarda-Roupa em  A Bela e a Fera (1991); Adrian em Rock IV (1985); Madre Superiora em Mudança de Hábito (1992); Divatox em Power Rangers Turbo (1997); Meany em O Novo Pica-Pau (1999); Evelyn Harper em Dois Homens e Meio (2003); Rainha em Shrek Terceiro (2007); Dona Tromba (1ª voz) em Hora de Aventura (2010); voz oficial da em inúmeros filmes como: Família Addams (1991) e A Creche do Papai (2003). Emprestou ainda sua voz a atriz nos filmes 101 Dálmatas (1996) e 102 Dálmatas (2000) e dublou a mesma personagem () na homônima animada.

Isto é só uma pequena amostra de parte dos trabalhos que nossa amada realizou, certamente há muitos outros. Todavia esses me marcaram bastante e continuam a me emocionar. 

Nossa homenageada é tão incrível como artista que ainda dirigiu o dublador Roberto Macedo em um show no ano de 1999, onde ele homenageou o mestre Cartola, interpretando seus poemas e canções. Mas não para por aí, a preparação vocal do show foi feita pela dubladora e cantora Telma da Costa e a iluminação ficou por conta do também dublador Ricardo Schenetzer. Ah e no ano de 2012 a dubladora Maíra Góes organizou o Primeiro Prêmio da Dublagem Carioca, como forma de prestigiar os profissionais da dublagem que se destacaram no ano anterior e para receber uma especial foram escolhidos dois ilustres dubladores, muito amados e respeitados pelos colegas.

2012 – Dani Monteiro repórter do Video Show entrevista a dubladora Maria Helena Pader, homenageada pelos colegas da dublagem no 1º Prêmio da Dublagem Brasileira.

Orlando Drummond e Maria Helena Pader, claro! Demais essa curiosidade, né? Nossos dubladores são realmente excelentes! Por isso tudo repito: ela foi a minha escolhida e através dela homenageio a todos os dubladores neste dia tão especial para os fãs e profissionais da dublagem.

Por fim, perceba que além de nos presentear com sua arte, Maria Helena Pader ainda nos ensinou uma grande lição: Nunca é tarde para correr atrás de um sonho, nunca é! Sempre é tempo de iniciarmos algo novo em nossas vidas! Mesmo com medo, se isto “fala” bem alto dentro de nós, devemos escutá-lo e persegui-lo até conquistá-lo assim como ela o fez.

A vida se apresenta assim, não é mesmo? Ela nos desafia o tempo todo! Logo, se você tem um sonho semelhante ao da nossa querida dubladora, não desista! Tome essa história como um sinal divino e inspire-se nela para tornar seu sonho real, qualquer que seja ele. Decida, estude, trabalhe e estará pronto para as oportunidades que aparecerão. Pode confiar em mim, afinal, eu iniciei a minha carreira de colunista em 2020, aos 33 anos! (Uau! Hahahaha).

Bem, acho que por hoje é só! (=D) Gostou de saber um pouco mais sobre a carreira desta nossa dubladora querida? Uma história inspiradora com toda certeza! Fiquei ainda mais fã dela, só gratidão e muitos aplausos!

Obrigada Maria Helena Pader por dividir conosco seu talento e ser uma das responsáveis por eu amar a arte da dublagem! Você também é tão fã dela quanto eu sou?

Conta para mim quais suas impressões sobre a história de hoje aqui abaixo e até a próxima quinta com muito mais curiosidade! Ah, não esqueça de compartilhar este conteúdo com seus amigos!


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💛😊 Educadora, Museóloga, Especialista em Gestão Cultural e futura Pedagoga. Amante das artes, defensora do patrimônio, propagadora de memórias e uma entusiasta da dublagem. 💛😊

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💛😊 Educadora, Museóloga, Especialista em Gestão Cultural e futura Pedagoga. Amante das artes, defensora do patrimônio, propagadora de memórias e uma entusiasta da dublagem. 💛😊

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