Versão Brasileira: Garcia Jr. e Miriam Ficher

E para encerrar a série de entrevistas na íntegra que fizeram parte do meu documentário “Versão Brasileira”, trago a última, e talvez a mais completa, com dois profissionais que admiro muito: Garcia Jr., que sabe tudo e mais um pouco sobre tradução e adaptação para a dublagem e acredito que seja, atualmente, um dos melhores tradutores/adaptadores (na entrevista você vai entender o motivo) e Miriam Ficher, com anos de experiência tanto em direção como em dublagem, ela também compartilhou suas vivências sobre adaptação dentro do estúdio. 

Essa foi a maior entrevista que fiz, totalizando 1h, mas garanto que vocês não vão se arrepender em assistir todo o conteúdo que ela tem! Falo isso por experiência, pois enquanto reassistia e fazia a edição (depois de 5 anos sem tocar nesse material) fiquei fascinado, DE NOVO, com a riqueza de informações e conhecimento que existe ali e que está sendo compartilhado, não só nessa última entrevista, mas como em todas as outras.

O mais interessante de tudo isso, é que vocês podem assistir todas as entrevistas falando sobre o mesmo tema, com diversas respostas. Algumas delas iguais, outras parecidas, e outras totalmente diferentes. Essa é a beleza de um documentário, a diversidade de opiniões!

Filmar este documentário talvez tenha sido um dos desafios mais incentivadores que eu já tive. Realizar uma produção audiovisual “sozinho” e utilizá-la como trabalho de conclusão de curso, seria um fator, para muitos, de desistência ou descrença de que fosse dar certo. Porém, não é algo impossível, só um pouco mais trabalhoso. 

Entrevistar dubladores que, por dominarem a língua inglesa, se tornaram tradutores e comparar com alguns trabalhos acadêmicos, que falam sobre tradução e adaptação para dublagem, mas com uma visão mais teórica, pude concluir que, enquanto os dubladores veem a tradução e adaptação como algo natural, algo mais simples, sem muitos conceitos teóricos e sim de prática e vivência, os estudiosos sobre este mesmo assunto, tratam como algo mais complexo, mais rebuscado e cheio de conceitos e que de fato, é. 

Porém quando se está na prática, a teoria não ajuda muito, pois no final, a melhor adaptação é a que se encaixa melhor na boca do personagem mantendo a essência do que quer ser passado pelo texto.

Além disso, pude constatar que, sim, a tradução e, principalmente, a adaptação, são mais do que essenciais para construir uma boa dublagem. O filme que tem a sua versão brasileira, aproxima o público dele e de todos os personagens, além da identificação do espectador com o que se passa, através de referências.

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