SOFIA | Entrevista com Hugo Bonemer

Todos conhecem a Alexia e a Siri, inteligências artificiais de grandes organizações que prometem ser uma assistente na vida dos seres humanos. Mas, Sofia vem para desbancar todas elas.

Sofia, inspirada nas radionovelas, é o nome da primeira áudio-série original do Spotify Brasil que conta a história de Helena, uma mulher contratada por uma empresa de tecnologia e inovação, para ser uma das pessoas por trás da inteligência artificial deles.

A série conta com grandes nomes como Mônica Iozzi, Otaviano Costa, Cris Vianna e direção de Mabel Cezar e o nosso entrevistado de hoje, Hugo Bonemer. A produção que conta com sete episódios de aproximadamente 20 minutos cada, imagina os bastidores de empresas que trabalham com assistentes virtuais de inteligência artificial, tendo uma pessoa responsável por cada assunto para responder as questões dos usuários. Fascinante, não?

Sofia

Por isso, queremos saber ainda mais dos bastidores desta série disruptiva que veio em hora tão interessante, criando um novo nicho de mercado. Convidamos o ator, dublador, apresentador e músico Hugo Bonemer (Dani) para nos guiar na jornada pelos circuitos de Sofia.

Fotografia: Gabriel Felix

Perguntamos sobre os aspectos que diferem o trabalho de ator para a radionovela ou áudio-série de seu trabalho como dublador.

“Começamos chamando de dublagem, depois de voz original e, depois que percebemos como tudo era tão diferente, entendemos que podemos chamar de áudio série/podcast sem medo. É tudo o contrário da dublagem: não existe referência visual, fazer junto com outros atores otimiza o processo e os artistas daquele produto passam a ser os donos da voz brasileira e não os donos da voz no idioma original.” discorreu Hugo acerca da questão levantada.

Para entender Sofia e sua história, precisamos conhecer os personagens que farão parte desse novo universo no qual somos inseridos através da série. Hugo Bonemer vive o Dani e nos conta um pouco sobre sua relação com o personagem.

“Dani é um pouco preguiçoso, um pouco atrapalhado, um pouco pancada e um pouco mau caráter. Ele é o problema na vida da Helena, protagonista vivida pela Monica Iozzi. Há quem diga que no último episódio alguma coisa pode mudar na relação deles.” disse Hugo a respeito de quem, de fato, é o personagem.

Fotografia: Gabriel Felix

Essa nova modalidade carrega novos desafios, tanto para os produtores como para os profissionais inseridos diretamente na atuação e interpretação da série. Hugo nos conta quais são os principais desafios na execução do projeto Sofia: “Dar o colorido certo pra voz é a dificuldade, já que tudo o que você diz jogando fora pode ter sido uma oportunidade perdida de contar melhor a história.”

Hugo também conta que Sofia abriu um novo mercado tanto para o mundo do entretenimento como para as vidas profissionais de atores e dubladores que, agora, possuem novas oportunidades dentro da carreira. De acordo com ele, o sucesso do podcast reflete isso.

Como dublador, Hugo Bonemer conhece diversas técnicas de atuação por voz, como respiração, inflexão e interpretação. Mas será que, de fato, as técnicas de dublagem foram o diferencial de Sofia? Veja o que o dublador respondeu: “A experiência em dublagem me ajudou muito a realizar este trabalho. Ele é um desdobramento da dublagem e todos os profissionais envolvidos fazem ou já fizeram dublagem.”.

O ator também aponta que as maiores dificuldades do projeto perpassam o ineditismo e o desconhecido. Suas expectativas são que todos ouçam e curtam Sofia, para que o projeto continue em uma segunda temporada.

Trabalhar e se divertir é muito importante. Torna tudo mais leve e mais gostoso de se fazer. Hugo relembra como se divertiu com o projeto e tem vontade de participar de outros com a mesma linguagem: “A diversão foi enorme, a Mabel Cezar é uma diretora muito precisa e leve de se trabalhar, e ter como voz da mãe do Dani alguém como a Mônica Rossi é uma honra!”.

Fotografia: Gabriel Felix

Para finalizar, ele deixa uma última curiosidade: “O processo todo foi muito rápido e gostoso, quando nos reencontramos, só seis meses depois pra fazer fotos de divulgação, que pudemos conhecer um pouco mais sobre as cenas particulares dos outros personagens, mas o projeto todo mesmo só conhecemos quando escutamos tudo, 1 ano depois de gravar. Calhou que a série fala da solidão de pessoas conversando com máquinas, e infelizmente este tema se tornou muito atual.”.

Não deixem de ouvir o podcast Sofia no Spotify e nos conte aqui o que acharam da experiência.

Confira um vídeo de bastidores no canal do Otaviano Costa.

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