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“Eu acho que pirei
Meus pés saíram do chão
Eu posso até voar
Segura o meu coração
Até me belisquei
Será que é ilusão
O que eu senti não dá
Pra explicar ou cantar numa …”

É, amada leitora/amado leitor, essa traduz bem a emoção que eu tô sentindo com a chegada da plataforma dos sonhos no Brasil: a ! Inexplicável! E eu não tô voando neste tapete mágico sozinha, estou?! (hehehe) Os disneymaníacos todos piraram juntos! Tão animada e ansiosa eu estava por este momento que dedicarei o tema de hoje da coluna a falar sobre este novo modo de entretenimento, especialmente mágico, criado pela Disney. Bem como a importância que essa tem para mim e por que não para nós. Já que numa não seria suficiente para descrever o sentimento desse se realizando, o melhor jeito é te contando em um texto! Então: “Dá o play, Pipoca!”

A Disney, hoje, é esta empresa gigantesca que todos conhecem e está presente em toda parte deste mundo. Dificilmente alguém não a conheça, não goste e não tenha sido influenciado por seus produtos. Ela tem servido há muito tempo como modelo para diversas áreas, tais como: filmes de , parques de diversões, tecnologias, administração e gestão, criatividade e inovação, marketing, artes visuais e tantas outras. Deste modo, tornou-se o exemplo número um a ser seguido e perseguido por profissionais e empresas de todos os ramos, que estudaram muito sobre a famosa: filosofia Disney.

Filosofia essa que consagrou novos conceitos, metodologias e criou um padrão de qualidade único. E isto pode ser percebido observando-se alguns dos muitos de seus “alunos” que superaram a “Mestra” ao produzirem animações e construírem parques de diversões tão incríveis quantos os seus. Reproduzindo e adaptando a filosofia Disney de gestão e inovação em suas empresas, por exemplo. Mas, é bem verdade que a Disney também olha, analisa e aprende com a concorrência para evoluir.

inaugurou e consagrou a partir da estreia do primeiro longa de nos cinemas uma nova linguagem dentro da tradicional arte de contar histórias, agora com som sincronizado a imagens em movimento. Na reportagem da Revista Carioca de 1938 são reveladas ao público as da de Branca de Neve e os Sete Anões. Tendo Maria Clara como a cantada e Dalva de Oliveira como a falada da protagonista. Com tradução e adaptação de Ruy de Castro e Braguinha e as letras também compostas por este último.
Walt e sua equipe criaram a câmera multiplano que foi uma verdadeira revolução tecnológica, possibilitando criar a ideia de profundidade e realidade vista nas animações. Na imagem de 1973 os profissionais trabalham na preciosa invenção. O primeiro a usar este recurso foi o The Old Mill (1937) e o último foi Oliver e sua Turma (1988). Fonte: Archives

E pensar que tudo isto começou com o de um menino e um ratinho. Isto, para mim, é o mais fascinante. Walt Disney ousou sonhar e perseguir seu até realizá-lo, mesmo enfrentando tantas adversidades pelo caminho, não desistiu. E teve no seu irmão, , um grande parceiro em busca desse sonho e corresponsável pelo enorme sucesso alcançado da mundialmente aclamada e respeitada: The Company.

A trajetória de ambos é inspiradora e me encanta saber que a união de seus talentos, somados a confiança e lealdade de irmãos e amigos que eram, impulsionou a realização de sonhos impossíveis. E é assim que começa tudo na Disney: com um sonho. E nenhum deles é bobo ou impossível de ser realizado, pois: “Se você pode sonhar, você pode fazer”, uma frase emblemática de Walt Disney amplamente difundida como lema de vida por aí, inclusive para mim.

e Walt Disney irmãos e sócios trabalham no escritório da companhia que juntos ajudaram a construir. O The Walt Disney Family Museum por reconhecer a importância dessa parceria e toda dedicação de em realizar o sonho do irmão e gênio criativo Walt Disney, prestou-lhes uma homenagem em seu Instagram oficial no dia dos irmãos recordando este fato. Fonte: The Walt Disney Family Museum

Dentre tantas coisas que se pode aprender com as animações e filmes da Disney e principalmente quando se passa a estudar mais profundamente sobre a trajetória da empresa e de seus fundadores, a primeira certamente é: sonhar, ou melhor dizendo, aprender a sonhar. A Disney é boa nisso, né? Ela nos ensina a exercitar a , aguça nossa criatividade e nos mostra que, antes de qualquer coisa, é preciso verdadeiramente acreditar no sonho. Por mais que à primeira vista possa parecer “loucura” ou extremamente difícil de se realizar algo imaginado, uma vez crendo nele, o segundo passo é fazer com que se torne real.

Como?! Ah, estudando, trabalhando, cercando-se de pessoas que confiam em você e te apoiam. E claro, continuar sonhando. Qualquer que seja o sonho, qualquer um mesmo, desde ter o relógio da Pocahontas a receber mensagens de felicitações de seus favoritos no dia do seu aniversário, de poder usar um vestido lindo e amarelo igual ao da Bela (só porque é a sua cor favorita e você ama a história) a conseguir comprar a biografia do Walt Disney, de uma viagem à Walt Disney World a ser escritora/colunista no site do … Ops, essa sou eu! (hahaha) Tenho muitos sonhos a realizar e não, não posso contar, ainda, mas esses aí eu realizei!

Um vídeo nostálgico que traz um compilado das vinhetas de abertura entre os anos de 1983 a 1999 dos filmes em VHS de Walt Disney distribuídos pela empresa brasileira Abril Vídeo para seu deleite. Fonte: canal TV e

Ah, e você sabia que existem pessoas que são pagas para sonhar? É, é verdade sim, são os imagineers! Profissionais de diversas áreas especializados em imaginar e dar vida aos sonhos de Walt. E ele mesmo cunhou esse termo, juntando as palavras e engenharia, acabou criando uma categoria profissional única no mundo, capaz de materializar “mundos” e transformar a fantasia em algo palpável a seus convidados nos parques de diversões. Pois é, realmente, não há nada que eles imaginem e não consigam realizar. Legal, né? É a filosofia Disney pura e aplicada!

Bem, eu sei disso, porque além de vivenciar a dos parques ao vivo, li o livro A do Império Disney da autora e fiquei maravilhada com sua narrativa singular e envolvente de apresentar a história de Walt Disney e seu mundo mágico. No decorrer das páginas ela vai costurando passagens de sua própria história a história de Walt e mostra aos leitores que após entrar em contato com sua arte e filosofia e por causa de um sonho ela se tornou a maior guia de viagem e especialista em Disney do Brasil. Desde então, tenho curiosidade para saber mais sobre os imagineers e qual não foi a minha surpresa ao abrir o ? Encontrei uma docussérie perfeita, chamada: A História do . O primeiro produto assistido por mim na plataforma! 

Fato é que: não poderia ter começado de outra maneira. Embora tenha feito um acordo comigo que veria os Disney em ordem de lançamento, eu falhei porque amo os bastidores!(hehehe) Afinal, sou museóloga, pesquisadora e curiosa desde criancinha. Tanto que enquanto aguardava a fita rodar por inteira no videocassete para rebobiná-la, ao mesmo tempo que os créditos subiam na tela, as canções eram reapresentadas e nesse momento desenvolvi um hábito novo: o de cantar junto com os e de ler aquelas informações. Isto acabou tornando a espera para o próximo menos tediosa e mais divertida para mim e minha irmã. E foi assim que descobri a quem pertenciam aquelas encantadoras e que me permitiram experimentar tantas emoções diferentes. Daí para me tornar uma fã da brasileira e destes , não demorou muito. Realmente fascinante!

E por falar nas como: , , Márcio Simões, , , , , , , , , , , , , , , , , , e tantos outros que chegaram até mim através, primeiramente, das animações. É de vocês que sou fã também! São quem com muito talento e estudo emprestaram suas vozes aos personagens da Disney e os deram vida na , tornando a do audiovisual uma experiência única, completa e acessível. 

emprestou sua potente para as personagens: Jasmine, Pocahontas e Megara cantarem em suas animações. Ela também foi a solista na O Rei Leão cantando o tema do casal Nala e Simba. Fonte: Dublapédia

  é Horloge, é Lumière e é Madame Samovar. As icônicas vozes faladas e cantadas na da animação A Bela e a Fera.  Fonte: Dublapédia

Certamente só as imagens não me impactariam tanto e eu sendo tão musical, sou grata por terem me permitido entrar em contato não só com a arte da interpretação, mas com a de vocês. Isto se confirma ao me recordar que uma das minhas primeiras memórias se referem justamente a , sejam as fábulas e contos de fadas lidas pelos meus pais ou as cantigas e historinhas da coleção Disquinho e Carroussell ouvidas na vitrola. Lembro bem de gostar de imaginar os personagens do meu jeito e como as vozes me encantavam, me faziam sorrir, chorar e sentir medo e arrepio, tudo ao mesmo tempo.

Continuando a discorrer sobre as vozes e o legado Disney para mim, além de conhecer os extraordinários citados acima, ela me permitiu que através de suas produções conhecesse os responsáveis pela e também os diretores de e diretores , que são profissionais fundamentais para o todo e que conseguiram fazer versões atemporais, memoráveis e premiadas.  Só para citar alguns exemplos, temos: a do Pateta, além de dublar diversos personagens foi um excelente tradutor, adaptando e dirigindo muitas animações clássicas; é a voz por trás do Porquinho em Toy Story, animação que também traduziu e adaptou diálogos e canções;  , a voz falada e cantada de Quasímodo em O Corcunda de Notre Dame consagrou-se na direção musical das animações na Era da Renascença Disney.

No âmbito internacional, através da Disney entrei em contato com a arte de: e , autores das preciosas e encantadoras trilhas sonoras de: A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Aladdin. Conheci também que compôs e cantou para a trilha do fenômeno O Rei Leão e que compôs e cantou para as inesquecíveis trilhas de Tarzan e Irmão Urso. E vale lembrar que estas animações com histórias e canções memoráveis receberam muitas indicações a prêmios e em muitos foram vencedoras em mais de uma categoria. Além desses, pude apreciar ainda, artistas que eu já conhecia e era fã cantando em outras animações como: ; e em Mulan, (LS Jack) em Hércules, em O Corcunda de Notre Dame e Tarzan, em O Diário da Princesa e em Anastácia (Sim, oficialmente uma princesa Disney agora ela é!).

Da esquerda para a direita: , Danny Troob e em 1990 trabalhando na animação A Bela e a Fera nos estúdios em Nova Iorque. Fonte: Walt Disney Archives

Todas estas memórias ligadas aos filmes e particularmente as animações, portanto, tem um ponto em comum: a voz. A voz falada e cantada dos personagens ou mesmo a voz dos narradores, somados as cores e aos desenhos são capazes de nos envolver de tal forma a nos hipnotizar voltando toda nossa atenção a história que está sendo contada na tela. Contudo, acredito eu, e no meu caso foi assim, a voz me despertou primeiro a atenção e foi capaz de me prender a narrativa da em livros e discos e posteriormente no campo do audiovisual, produzindo centenas de memórias afetivas ligadas aos personagens.

A explicação para tal, então, pode estar na , elemento cultural bastante presente em nossa formação. Pois, antes de aprender a falar se aprende a ouvir. É através da escuta que aprendemos a nos comunicar por meio da fala, repetindo os sons até formarmos palavras e frases. E nossos ancestrais já entendiam a força deste hábito ao se reunirem em rodas para a . Muitos ensinamentos e saberes assim foram transferidos a gerações em forma de cantigas, rezas, parábolas, fábulas e contos, por exemplo. E a até hoje cumpre um papel fundamental na construção do conhecimento, preservando, difundindo e valorizando múltiplos saberes que permanecem vivos em nossas memórias. 

Deste modo, a fala torna-se um aspecto muito importante na evolução da comunicação humana e a voz que por si só já exerce um fascínio sobre a humanidade aliada ao mistério que traz, explique o porquê mexa tanto com o nosso imaginário. E uma vez que o imaginário foi despertado através da voz, imediatamente já fui cativada pela beleza, colorido e efeitos especiais dos desenhos e filmes que me aprisionaram a diversos mundos, me fazendo imergir em culturas, histórias e lugares tão distantes e por vezes, inacreditáveis, como: Nova Iorque, Arábia, Paris, Savana Africana, China, Florestas Encantadas e até a Atlântida! Ficava maravilhada em poder conhecer e aprender tantas coisas através das produções e isto certamente me estimulou a buscar por mais.

  A animação Hércules, é um excelente exemplo de imersão, estímulo e busca. Pois, as civilizações antigas sempre me fascinaram, especialmente a grega e a egípcia e tenho paixão por estudá-las. Então, esse logo me despertou interesse e quando assisti no fui arrebatada, porque ele trouxe muita , humor e um pouco da mitologia grega. Se não bastasse só isso para me encantar, mais tarde descobri que meu nome tem origem grega (Maisa em grego significa pérola) e que também sou uma musa, com diploma e tudo! É bem verdade que não canto tão bem quanto elas, porém me formei museóloga, logo, sou uma musa oficial! (hahaha)

  Brincadeiras à parte, o nome museóloga(o) é dado ao profissional que se forma em Museologia e que basicamente estuda sobre museus, patrimônio, , coleções e conservação. Museu, portanto, palavra que deriva de Mouseion, que em grego significa: Templo das Musas. Era o local habitado pelas musas, filhas de Zeus e Mnemósine (deusa da ). Guardiãs da e donas de muitos atributos, estas divindades inspiravam os poetas, filósofos e cientistas que as contemplavam no monte Hélicon. E na animação da Disney nós podemos perceber um pouco dessas características que foram adaptadas para a história.

Pintura de Heinrich Maria von Hess (1798-1863) representando Apolo e as Musas. Segundo a mitologia grega eram em nove e não em cinco como conhecemos na animação Hércules de 1997 de Walt Disney. São elas: Calíope (musa da poesia épica, da eloquência), Clio (musa da história), Euterpe (musa da música), Tália (musa da comédia), Melpômene (musa da tragédia), Terpsícore (musa da dança), Érato (musa da poesia romântica), Polímnia (musa da poesia sagrada, dos hinos) e Urânia (musa da astronomia).

E chegando as minhas mais remotas lembranças e conexões que tenho com a Disney, ainda na primeira infância, minha primeira vez em um teatro foi para assistir A Pequena Sereia e a minha primeira vez em um foi para assistir A Bela e a Fera. Logo, esta que vos escreve foi totalmente influenciada pelo universo Disney e encontra conexão em tudo. E tinha como não ser?! Cresci nos anos 90 tendo um filme excelente por ano em cartaz, a Pixar surgindo e criando animações maravilhosas e fui integrante de um clube infantil que dava ingressos para a pré-estreia das animações e ainda traziam, todo ano, um pedaço da Disney para o shopping fazendo a alegria de todas as crianças. Nossa, que delícia recordar isso tudo! Muitas memórias, acho que não cabem todas aqui, precisarei de mais espaço! (hehehe)

  Ah! Antes de me despedir, irei recapitular as dicas dadas neste texto. Anote aí:

1-      Sonhe e realize!

2-      Assista aos ! Ah, não precisa ser na ordem de lançamento! 😊

3-      Assista a docussérie A História do no .

4-      Assista ao documentário Howard – Sons de um Gênio no Disney Plus.

5-      Leia o livro A Magia do Império Disney e se delicie com esta leitura.

Bônus – Leia a minha coluna sobre a amizade de Walt Disney e Herbert Richers e entenda a importância de ambos para a .

  Bem, agora sim, meu amado leitor/minha amada leitora me despeço e agradeço a você pela companhia nessa viagem as minhas memórias! Se você leu isso tudo até aqui e não se cansou nem um pouquinho: meus parabéns! (hahaha) Sinal de que se divertiu bastante com a leitura, assim espero! É a minha missão aqui: divertir e informar. Então, espero, de verdade, ter conseguido explicar um pouco da importância que a Disney tem. 

Se puder, assine o Disney Plus, pois tenha a certeza de que fará um investimento cultural e na sua saúde mental! Há muito a explorar por lá e a plataforma além de disponibilizar seu enorme acervo de produções audiovisuais, ainda traz e trará muito conteúdo inédito e original. Vamos continuar esta conversa nos comentários? Qual a importância da Disney na sua vida? Conte-me tudo aqui abaixo e não se esqueça de compartilhar com seus amigos. Até a próxima coluna, estou lhe esperando!


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Educadora, Museóloga, Especialista em Gestão Cultural e futura Pedagoga. Amante das artes, defensora do patrimônio, propagadora de memórias e uma entusiasta da dublagem. 💛😊

Sobre o Autor

Educadora, Museóloga, Especialista em Gestão Cultural e futura Pedagoga. Amante das artes, defensora do patrimônio, propagadora de memórias e uma entusiasta da dublagem. 💛😊

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